• gabriela saueia

PÔR DO SOL #PRACEGOVER

Atualizado: 2 de Set de 2019

o que, de fato, a gente faz para tornar nosso mundo mais acessível? depois que conhecemos o Marcos, que faz o @historiasdecego, começamos a entender o mundo ao nosso redor de um jeito um pouco diferente e a pensar em como tornar um projeto visual em algo que alguém que não enxergasse pudesse entender também. para termos uma ideia: um dado de 2018, afirma que só no Brasil, 6,5 milhões de pessoas possuem algum tipo deficiência visual. se contarmos que 80% da informação que recebemos a toda hora, o tempo todo chega em nós através da visão, percebemos que uma parte da população não tem acesso a toda informação. então, por que não tentar mudar um pouco isso?




acho que uma das coisas mais importantes que ter participado do Creators Boost da Youpix trouxe foram as conexões que a gente fez e os laços que a gente criou. uma das pessoas maravilhosas que a gente conheceu durante esse processo foi o Marcos, que cria para o @historiasdecego. esse contato fez a gente perceber o mundo de um outro jeito. afinal, se 80% da informação que a gente recebe o tempo todo é visual, o depois das seis. é praticamente todo feito através da visão. depois da semana que passamos juntos e tentando buscar jeitos de tornar o projeto mais acessível, surgiu o questionamento: por que não tentar transformar uma foto em algo sensorial para que o Marcos pudesse entender o pôr do sol? acredito que além do olhar, o entardecer também mexe e é muito sobre sentimentos e sensações, aquilo que vem de dentro.






eu acredito muito que a gente enxerga o pôr do sol com tudo aquilo que a gente traz dentro também: o sol do final de tarde esquentando tudo conforme vai se pondo, o barulho das árvores, dos carros, do mar, a água batendo na pele. tudo isso são coisas que vão muito além do olhar. existe um documentário chamado ‘a janela da alma’, que assisti pela primeira vez na faculdade há mais de 10 anos e que ficou na minha cabeça durante esse tempo todo. o doc. nos mostra e dá diferentes pontos de vista sobre ver não acontecer só com o olhar, vemos também com o ouvido, com o cérebro, com o estômago, com a alma, com o tato. o olhar acaba sendo uma mistura dos nossos sentidos, conhecimento, emoções, cultura. acredito que em todos esses meses, foram muitos processos aconteceram e que mudaram ainda mais o jeito de reparar em tudo aquilo que existe ao nosso redor.






o Marcos ensinou um tanto para a gente e quisemos devolver tudo isso de alguma forma para ele também. Kandisky* diz que ‘tudo tem uma alma secreta, que guarda silêncio com mais frequência do que fala’. descobri quão sentido isso faz durante o processo de transformar a fotografia do projeto em algo tátil, foram feitos muitos testes, para ver o que funcionava: os materiais, as texturas, o que faria ou não sentido, como colocar todos os detalhes de uma fotografia tão cheia de detalhes. foram mais de dois meses de tentativas e erros até chegar em algo que fizesse sentido. mas... eu enxergo e transformar algo totalmente visual para algo tátil e que trouxesse as sensações que o pôr do sol passa se provou um desafio enorme. o processo foi cheio de aprendizado. agora, se vai funcionar e fazer sentido para o marcos? esperamos (muito) que sim!





esse vídeo é a primeira parte de uma série de 3 vídeos fizemos em conjunto com o Marcos.

2 vídeos vão sair no @depoisdasseis e 1 vai sair no @historiasdecego.



semana que vem tem mais, vem acompanhar esse processo lindo com a gente! <3





*Vassili Kandinsky, ‘Do ponto e da linha sobre o plano’

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