• gabriela saueia

100 minas na rua

sábado passado, o depois das seis. participou de um projeto incrível chamado '100 minas na rua'. a proposta é simples: são 100 minas na rua fazendo sua arte e deixando sua marca nos muros da lapa.




conheci o evento no ano passado, mas não consegui me inscrever porque o prazo já tinha passado. esse ano foi quase a mesma coisa, mas consegui colocar o nome do projeto faltando dois dias para terminar o processo. ao vero resultado dos nomes selecionados, veio a primeira supresa: seriam mais de 400 mulheres criando e fazendo intervenções urbanas, quão legal era isso?



muito, mas eu só ia saber o quanto chegando lá. quando encontrei a tascha, que foi me ajudar no processo de colagem e também fez um vídeo do lambe indo pro muro (que você confere aqui), percebi que aquilo ia ser uma experiência muito mais foda do que já achava que seria.


conseguimos achar um lugar bem no começo do viaduto que ficava o evento e começamos a espalhar pôr do sol e cor pelos muros da Lapa de Baixo. foram duas horas e meias trampando com vento e um solzinho gostoso que espantava o frio e a energia de tudo estava incrível.


digo sem dúvida nenhuma que ter participado de um evento com um monte de mulher que estava ali para deixar sua marca nas ruas e colorir são paulo, que é tão pesada e cinza, foi uma das coisas mais emocionantes que fiz com o projeto. olhar para o lado e ver mulher que não acabava mais, cada uma com seu pedaço de muro e cada uma com seu estilo diferente, mas todas ali por um motivo só é algo que vou carregar comigo por muito tempo.




levei para esse evento foda um lambe que queria ter feito faz tempo, mas faltava justamente o que o evento propõe: tempo e tranquilidade de fazer sua arte nos muros sem a preocupação que existe na rua.



o lambe consistia em 30 fotografias do pôr do sol, mais o contorno da cidade grande e o escrito 'existe cor em sp.'. como o muro que pegamos já tinha um risco no meio, de alguém que tinha escolhido aquele pedaço do muro, mas desistido no meio do caminho, tivemos que adaptar uma caixa preta, mas acredito que isso só somou para o projeto - afinal, nem sempre o trabalho vai ficar igual a gente pensava inicialmente.


o lambe-lambe do depois das seis. no '100 minas na rua'

participar desse evento trouxe uma esperança muito grande de que nem tudo está perdido e que a gente ainda resiste como pode, nos muros, nas ruas, em todo lugar.


uma coisa é certa, já estou (muito) ansiosa para o evento do ano que vem!




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